:.:.: REIS DA RUA :.:.:

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Basquete de Rua X Basquete Tradicional ou Convencional.

Muito conhecido como "basquete-arte", marcado por jogadas geniais, divertidas e pelas diferenciadas dinâmicas de jogo, o basquete de rua não se prende às regras convencionais, cria suas próprias. Dentro das linhas que definem uma quadra de Basquete de Rua, a liberdade de criar novas regras é o que mais conta.

As diferenças para o basquete convencional iniciam nas medidas padrões para a quadra, o jogo pode ser realizado em qualquer ambiente, exemplificadamente: na rua, em quadras improvisadas, ginásios; sob viadutos; ao ar livre, dentre outros, tendo como filosofia principal motivar a participação, descontração, integração social, inserção cultural e desportiva, constituindo-se o caráter competitivo o meio e não finalidade maior.

Quanto ao tempo de jogo: No basquete convencional existem dois tempos de vinte minutos cada, ou quatro períodos de doze minutos cada, com intervalo de dois minutos entre o primeiro e o segundo períodos e entre o terceiro e quarto períodos, no basquete de rua são dois tempos de oito minutos e trinta segundos cada, com um intervalo de um minuto entre eles. Quando se tratar de partidas finais de torneios (ou campeonatos), estas terão três tempos de dez minutos corridos para cada um deles.

Quanto à quantidade de jogadores: O basquete de rua é disputado por duas equipes de quatro jogadores como no máximo três reservas e no mínimo um. No basquete convencional, um jogo não pode começar se uma das equipes não estiver na quadra com cinco (5) jogadores prontos para jogar.

Quanto ao início do jogo: Os dois tipos de basquete deverão ser iniciados por uma bola-ao-alto no círculo central, o que muda é que no basquete de rua a disputa é feita pelos jogadores mais baixos do time.

Quanto ao jogo iniciado: No Basquete de Rua, os jogadores poderão andar com a bola, desde que batam com ela no chão a cada passo. Quando da execução de alguma manobra onde tudo é permitido, o atleta pode, inclusive, esconder a bola sob a sua camisa, é vedado o contato com os pés exceto quando os jogadores estejam fazendo alguma manobra (jogada de efeito) com a bola. No entanto, não será permitido o uso dos pés para interceptar as jogadas do adversário. No convencional, a bola é jogada com as mãos e andar com a bola, deliberadamente chutá-la ou batê-la com um soco é uma violação. Chutar a bola significa batê-la ou interceptá-la com o joelho, qualquer outra parte da perna abaixo do joelho, ou o pé.

Quanto às substituições: No basquete de rua as substituições podem ser feitas a qualquer momento e os jogadores não precisam esperar a autorização do árbitro para entrar ou sair de quadra por ocasião da substituição. No convencional, uma equipe pode substituir um jogador durante uma oportunidade de substituição

Uma oportunidade de substituição começa quando: A bola se torna morta e o relógio de jogo está parado e o oficial tenha terminado sua comunicação com a mesa de controle quando estiver reportando uma falta. Uma oportunidade de substituição termina quando: Um oficial com a bola entra no círculo para administrar uma bola ao alto, um oficial entra na área de lance livre com ou sem a bola para administrar o primeiro ou único lance livre, ainda quando a bola esteja à disposição de um jogador para uma reposição de fora da quadra.

Quanto às manobras: No basquete de rua todos os tipos de malabarismos e truques com a bola são permitidos aos jogadores, sejam eles feitos com os pés, com a cabeça ou mediante qualquer outra maneira que o atleta utilize para iludir o adversário, de modo a estimular a versatilidade e criatividade como elementos inseparáveis desta modalidade desportiva. O jogador poderá andar ou até mesmo correr com a bola, desde que seja exclusivamente para demonstrar habilidade, e não, para fazer a cesta. Esta permissão, contudo, não autoriza o jogador a dar sobre passo, nem bater a bola com ambas às mãos, simultaneamente, nem também efetuar dois dribles consecutivos (bater a bola agarrá-la com as duas mãos e voltar a batê-la). Em geral, o atleta não poderá saltar e voltar ao chão, com a posse de bola, sem executar o arremesso ou o passe, exceto se estiver manobrando. As manobras são o maior diferencial entre os dois tipos de basquete, é a arte que dá ao jogador a liberdade de criar e improvisar jogadas onde são valorizadas, principalmente, a habilidade e criatividade de cada atleta e a altura não é fator indispensável. E quem assiste a uma dessas disputas tem a garantia de presenciar um verdadeiro espetáculo, com jogadas inesperadas e enterradas sensacionais. No basquete tradicional as manobras são quase inexistentes, salvo um ou outro drible.

Quanto à pontuação: No Basquete de Rua é considerado todo e qualquer ponto marcado a partir do momento em que um jogador arremessar a bola e esta adentrar a cesta pela parte superior. A pontuação adotada é a seguinte:

1 ponto: cada cesta como regra geral e em situações normais de jogo.

1 ponto: Será marcado sempre que um jogador passar propositalmente a bola entre as pernas do adversário e completar a jogada pegando-a do outro lado, premiando a manobra conhecida como "caneta" ou "canetinha".

2 pontos: marcados quando a cesta for concretizada com enterrada.

3 pontos: serão considerados quando a bola for arremessada da linha de três pontos, que deverá estar marcada na quadra. * "Ponte aérea"( O jogador recebe um passe no alto quando está indo em direção a cesta e o completa com uma enterrada): a "ponte aérea", quando concluída com uma enterrada, valerá 3 pontos.

4 pontos: serão contabilizados quando o (a) jogador (a) atirar a bola da linha dos quatro pontos.

5 pontos: serão considerados quando um atleta lançar a bola do seu próprio campo de defesa e conseguir diretamente converter a cesta sem interferência de outro jogador.

O lance livre não tem rebote, a equipe que está no arremesso terá a posse de bola, logo após os mesmos, sejam eles convertidos ou não.

Já no basquete tradicional, uma cesta é feita quando uma bola viva entra na cesta por cima, permanece dentro ou passa através da mesma. Uma cesta será creditada para a equipe que ataca a cesta onde a bola é arremessada, como segue: Uma cesta de lance livre vale um (1) ponto. Uma cesta de campo vale dois (2) pontos. Uma cesta da área de 3 pontos vale três (3) pontos. Se uma equipe marca pontos acidentalmente em sua própria cesta, os pontos serão creditados ao capitão da equipe oponente. Se uma equipe marca pontos deliberadamente em sua própria cesta, isto é uma violação e a cesta não será contada. Se um jogador acidentalmente fizer com que a bola entre por baixo, o jogo será reiniciado com uma bola ao alto entre quaisquer dois oponentes. Se um jogador deliberadamente fizer com que a bola entre por baixo, isto é uma violação.

Quanto a partidas terminadas em empate: No basquete de rua, as partidas não poderão terminar empatadas e, quando isso acontecer, será disputado um "coração de três", que significa disputar – dois minutos após o tempo regulamentar – uma nova partida, que segue até que uma das equipes estabeleça três pontos de diferença sobre a outra, no basquete convencional pode terminar em empate.

Quanto às faltas:

Falta pessoal - A regra convencional diz que envolve contacto com o adversário, e que consiste nos seguintes parâmetros: obstrução, carregar, marcar pela retaguarda, deter, segurar, uso ilegal das mãos, empurrar. No basquete de Rua é permitido um maior contato entre as equipes. Somente quando o jogo se encontrar muito tenso, prestes a sair do controle em razão dessas permissões específicas, o árbitro interromperá a partida, reunirá as duas equipes e informará que passará a ser mais rigoroso na partida, quando então tais ocorrências antes toleradas serão tipificadas e doravante apenadas com falta

Faltas Individuais: Todo atleta que ultrapassar o limite de quatro faltas na mesma partida será obrigatoriamente substituído e não poderá voltar a atuar na partida.

Nos jogos de finais de torneio ou campeonato, onde são três tempos de dez minutos, o limite permitido é de cinco faltas, sendo o jogador excluído ao cometer a sexta falta.

*Quando a falta for cometida sobre um atleta que não esteja saltando para o arremesso, a penalidade será marcada e o jogo será reiniciado da lateral da quadra, sem cobrança de lance livre. Porém, se a equipe que cometeu a falta, já tiver cinco faltas coletivas, então, o atleta que recebeu a falta terá direito a arremessos livres. Caso a jogada seja interceptada após o jogador passar a bola entre as pernas de um adversário, o driblador vai para o arremesso de um ponto e permanece com a posse de bola.

Falta coletiva: Sempre que uma equipe, ao longo de cada partida, ultrapassar a quinta falta coletiva, ela será apenada com lances livres a favor do adversário. Em jogos de final de campeonatos, quando a duração da partida é maior, o limite sobe para seis faltas coletivas.

Falta de educação: É a punição que o árbitro aplica a um jogador que comete um anti-jogo, segurando um adversário para que este não converta uma cesta, por exemplo. E acontece sempre que um jogador se envolve em conflitos com a arbitragem e com a mesa, seja contestando marcações ou com gestos ofensivos aos participantes do evento, incluindo-se o MC da quadra e os torcedores. O jogador também deve ser punido se chutar as placas promocionais que estão na quadra e quaisquer equipamentos de trabalho alheio.

*O jogador deve sempre ter presente que no Basquete de Rua a "desmoralização", buscando a plástica do espetáculo e sem implicar na intenção de "humilhar" o adversário, é parte do jogo. Por isso, quando ele não permite que o adversário evolua a jogada de efeito e comete faltas desproporcionais – não confundir falta normal de jogo com falta de educação esportiva -, o árbitro deve puni-lo (e à sua equipe) com suspensão na partida por um minuto, sem possibilidade de substituição, cumulado com a dedução de dois pontos de sua equipe.

Falta na enterrada: caso a arbitragem entenda que o jogador recebeu uma falta enquanto seguia para completar uma enterrada, terá direito a dois arremessos, sendo que apenas um arremesso será concedido caso a enterrada seja concluída.

*São consideradas jogadas violentas: cotoveladas, empurrões grosseiros e agressivos; sobretudo, no momento das cestas. Não se deve confundir disputa viril de bola com agressão desmedida. Será ainda considerada falta anti-desportiva um revide a uma falta, sobretudo, quando o árbitro já a tenha marcado.

Faltas nas decisões dos campeonatos: Nas partidas de finais de campeonatos, quando o tempo é maior, o número de faltas coletivas e individuais é acrescido de uma unidade, consoante fixado nas especificidades já indicadas.

Apenação em caso de briga: Os atletas que promoveram brigas ou vias de fato (embates corporais0, usarem drogas no evento ou entrarem em quadra alcoolizados, além de serem imediatamente expulsos de quadra, ficarão sujeitos ao julgamento pela organização do evento, que, com base nos fatos, filmagens e súmulas, se pronunciará a respeito da exclusão definitiva dos envolvidos da competição, podendo ainda, optar por afastar o atleta de qualquer competição ligada a LIIBRA pelo prazo mínimo de cinco anos.

Os agredidos, na hipótese de resolverem registrar queixa na delegacia, deverão solicitar à organização todos os dados dos agressores, pois, num espaço de socialização como o do Basquete de Rua, quaisquer tipos de agressões e comportamentos similares não poderão ser confundidos com desequilíbrio emocional, mas como atentado a cultura, a integração, à integridade das pessoas que participam, como jogadores, dirigentes ou torcedores.

Já no convencional, uma falta é uma infração das regras que envolvem contato pessoal com um adversário e/ou comportamento antidesportivo. A falta é marcada contra o ofensor e penalizada de acordo com os artigos relevantes das regras. O Basquete tradicional é teoricamente um jogo sem contato. No entanto, é óbvio que contato pessoal não pode ser inteiramente evitado quando dez jogadores movem-se em grande velocidade dentro de um espaço limitado. Para determinar que o contato deva ou não ser penalizado, os oficiais deverão, a cada instante, considerar os seguintes princípios fundamentais: O espírito e a intenção das regras e a necessidade de defender a integridade do jogo. Consistência na aplicação do conceito "vantagem/ desvantagem", pelos quais os oficiais devem tratar de não interromper o jogo desnecessariamente, com o objetivo de não penalizar o contato pessoal que é acidental e o qual não deve dar uma vantagem ao jogador responsável nem colocar seu oponente em uma desvantagem.

Particularmente no Distrito Federal, não será permitido troca de jogador na hora dos jogos, apenas durante o período das inscrições, e a idade mínima é de 16 anos.